terça-feira, 31 de março de 2009

SURF






















Surfista
"Aquele que pratica a técnica do surfe"Fonte: Dicionário Michaelis
O que é ser surfista?
Surfista é aquele que pratica o esporte conhecido como surfe, no qual a pessoa em pé, desliza sobre as ondas em cima de uma prancha. O surfista profissional faz do esporte um meio de vida, participando de competições e também dando aulas de surfe para iniciantes.
Quais as características para ser surfista?
Para se tornar um surfista é importante gostar de esportes e esforçar-se bastante em treinos diários e com professores especializados. Além disso, é interessante apresentar as seguintes características:
Boa saúde
Equilíbrio
Boa natação
Afinidade com a água
Disciplina
Tranqüilidade em momentos de perigo
Dedicação
Gosto pela natureza
Alimentar-se bem e nutritivamente
Qual a formação necessária para ser surfista?
Como não existe lei que regulamente a profissão de surfista, no Brasil, não há uma formação mínima necessária para a prática do esporte. Porém, para uma maior especialização, existem as escolas de surfe, que oferecem cursos que variam de um até seis meses ou mais, dependendo do interesse do aluno. Para ingressar nestas escolas, não há uma idade mínima definida, mas os atletas costumam variar entre 8 e 12 anos.A novidade na área é o curso de pós-graduação em Ciências Aplicadas aos Esportes de Prancha, exclusiva no Brasil e oferecida pelo Centro Universitário Monte Serrat - Unimonte, de Santos. Com duração de 18 meses e aulas em um final de semana de cada mês, os estudantes ganham conhecimento por meio de disciplinas que abordam assuntos como a evolução histórica dos esportes de prancha, implantação e gerenciamento de escolas especializadas, primeiros socorros, resgate aquático, formação e métodos de previsão de ondas, manufatura de pranchas de surfe, entre outros. Ainda, são ministradas aulas de fisiologia do exercício, treinamento físico e mental, nutrição, desenvolvimento sustentável, marketing, biologia, oceanografia, aspectos jurídicos e sociais.Segundo a universidade, o intuito é único: ajudar na formação de profissionais capacitados para trabalhar em diversos setores vinculados ao surfe, como o bodyboarding, skate, windsurfing, snowboarding, kiteboarding, wakeboarding e sandboarding.
Principais atividades de um surfista
Treinamento sobre a prancha, na areia
Treinamento na água
Aquecimento em terra, com exercícios conhecidos como "warm-up"
Aquecimento na água, por meio da natação
Prática do surfe, propriamente dita, após os treinamentos e aquecimentos
Áreas de atuação e especialidades
O surfista pode atuar em escolas de surfe, dando aulas para aqueles que desejam ingressar no esporte - crianças, adolescentes e também adultos. Também, ele pode participar de competições de nível municipal ou até internacional, em cidades que sediam eventos de surfe, ganhando premiações financeiras e medalhas aos mais bem preparados.
Mercado de Trabalho
Com a popularização do esporte desde os anos de 1965, devido a criação da primeira entidade do surfe no país (a Federação Carioca), os campeonatos são cada vez mais profissionais e organizados e a remuneração, maior. Os mercados mais atrativos para um surfista profissional são o dos EUA - mais precisamente no estado do Hawai, que concentra mais surfistas devido à altura das ondas e clima favorável -, e também Austrália e Nova Zelândia. Nestes países, é comum e mais freqüente a realização de torneios internacionais que selecionam os melhores surfistas, tornando-os mundialmente conhecidos e competitivos. No Brasil, as praias mais procuradas pelos surfistas, devido a altura das ondas, são: a Praia da Pipa, no Rio Grande do Norte, Itacoatiara e Macaé, no Espírito Santo, Praia da Joaquina e Praia do Rosa, em Santa Catarina, Maresias, em São Paulo, e as diversas praias do Rio de Janeiro, entre outras do extenso litoral brasileiro. Algumas das principais competições de surf que ocorrem no litoral brasileiro são disputadas nestas praias que têm as maiores e melhores ondas para a prática do esporte. O Circuito Brasileiro de Surf Profissional é um dos principais torneios que ocorre no país, reunindo profissionais em diversas cidades brasileiras e até outros países. Outras competições mais regionais, porém contando com surfistas conhecidos e experientes, também podem ser citadas, como o Billabong SC Surfing Games, que é um importante campeonato que acontece no litoral catarinense no final do ano, quando as ondas e temperatura do mar são as mais adequadas para a prática do esporte. Também, o Circuito Maresia Brasileiro de Surf, que acontece no litoral sul do Rio Grande do Norte, em praias como a Praia da Pipa, tem grande representatividade entre os profissionais do surf no país.
Curiosidades
O surfe foi conhecido pelo mundo ocidental em 1778, quando o navegador inglês James Cook chegou ao arquipélago do Havaí, na antiga Polinésia. Lá, usavam-se pranchas de madeira confeccionadas pelos povos aborígines, sob o domínio do rei polinésio Tahito. Antes, restrito aos havaianos, tornou-se conhecido mundialmente através de Duke Kahanamoku(1890-1968), duas vezes medalha de ouro em provas de natação em olimpíadas - e só veio a perder para John Weissmuller (que mais tarde tornou-se o primeiro Tarzan do cinema). Kahanamoku viajou pelos EUA, Austrália e Europa para divulgar a cultura do povo havaiano, o que inclui a prática do esporte dos reis. Na década de 1950, o surfe popularizou-se na costa oeste dos Estados Unidos, tornando-se uma mania entre os jovens, principalmente nas praias da Califórnia. Durante as décadas de 70 e 80, o esporte se espalhou por todo o mundo, dando início ao profissionalismo e campeonatos com premiações financeiras.No Brasil, as primeiras pranchas chegaram pelas mãos de turistas e funcionários de companhias aéreas. A primeira prancha brasileira foi fabricada por Osmar Gonçalves, filho de um bem-sucedido exportador de café dos anos 30, e tinha 3,60 metros e pesava oitenta quilos. Com a ajuda de amigos e a leitura de um dos artigos da revista norte-americana Popular Machanic, eles a produziram. As pranchas mais leves e feitas de fibra de vidro, importadas da Califórnia, só chegaram por aqui em 1964. Em 15 de julho de 1965, foi fundada a primeira entidade de surfe do país, a Federação Carioca, organizando o primeiro campeonato em outubro daquele ano. Mas o surfe só seria reconhecido como esporte pelo Conselho Nacional de Desportos em 1988. Atualmente, a entidade é responsável pela organização no esporte no país é a Associação Brasileira dos Surfistas Profissionais.

Um comentário:

CARLA TEIXEIRA disse...

OLÁ! PARABÉNS PELO SEU TRABALHO, DESEJO A VC AINDA MAIS SUCESSO. BJS
CARLA TEIXEIRA